Feito para satisfazer o espectador que espera ver Clint Eastwood como Dirty Harry, ‘Gran Torino’ (Gran Torino, 2008) foi pensado nos mínimos detalhes para dar essa impressão. Walter Kowalski é o velho ranzinza politicamente incorreto que ganha sua simpatia logo no começo. Com uma visão peculiar das coisas, poucos amigos e fechado para sua família, ele se envolve em um conflito com os vizinhos hmong e, por conta da amizade conquista, passa a se integrar em uma cultura muito diferente da sua.
O filme é cheio de lições de moral bobinhas, como a do velho racista que fica amigo daqueles que odeia. Tem mocinhos e bandidos bem definidos, é cheio de frases de efeito e tudo fica parecendo meio óbvio. Não há a necessidade de pensarmos muito para termos uma idéia do que vem a seguir e como os personagens reagirão durante o filme, até chegarmos ao final esperado.
Gran Torino é um belo filme e vale a muito pena vê-lo. Mas o roteiro não se segura a ponto de você querer de revê-lo, pois é uma história muitas vista nas últimas décadas, como em ‘Karatê Kid’ ou em ‘Desejo de Matar’, por exemplo. E para atrapalhar os jovens atores asiáticos são fracos, enquanto somente os mais velhos conseguem se firmar (como a ótima avó, que fica na varanda o tempo todo duelando olhares com Kowalski).
A parte técnica é boa e a fotografia grandiosa em certos momentos. A iluminação sobre o personagem de Clint durante o velório de sua esposa deixa claro que ali há um grande personagem, e essa luz o acompanha por mais algumas cenas. Só que de repente fica tudo comum, as tomadas antes vibrantes começam a ficar estáticas e a história se desenvolve com um pé nos anos 80. Apenas nos momentos finais essa vibração retorna – tarde demais.
Eu poderia dizer que sua carreira como ator teria fechado com chave de ouro se ele não atuasse mais após ‘Os Imperdoáveis’, que é o filme que fecha o arco de seus principais personagens de faroeste de maneira perfeita. Mas sua carreira ficou marcada também por outro tipo de personagem, e nada mais natural que fazer mais um filme para fechar também esse outro arco. Como último filme de Clint Eastwood como ator, maior coerência impossível.
Compre!
Que tal explorar as postagens abaixo?














6 Comentários
Vamo Castrezana, to esperando!
não é o harry, mas tá valendo ( não confundir com o harry potter uahuahuah)
Eu não assisti, mas tinha essa impressão q você teve. Se bem que o Clint fez bons papéis depois dos imperdoáveis, inclusive aquele do boxe q esqueci o nome hehe…
Esperamos que ele atue em algum outro filme antes do “fim”.
Agora, o Dirty Harry era divertido né, se vendia como ação – pra mim o melhor policial dos 70 depois de Serpico. Esse Gran Torino se vende como filme cabeça, e parece que não entrega o que promete.
Rapaz… o filme é legalzinho mesmo… vale a pena assistir. GOSTEI MESMO DO FINAL POR ELE TER DADO A ÚNICA E REAL ALTERNATIVA PARA QUE ACONTECESSE A PAZ(justiça) sem “maiores danos”.
Castrezana,
Legal colocar o Clint Eastwood como o Homem-Sem-Nome no header (se é assim que se chama) do Omedi. Já assistiu a trilogia do dólar furado? São três filmes, ou três dias…
parece ser legal, vouv er se baixo…
Aliás sei que todo mundo já pediu filme pra caralho e tudo mais, mas tem um em especial que eu acho foda (talvez um dos dramas mais fodas que eu já assisti) que é Doutor Jivago (acho que em ingles é Zhivago ou algo assim). Se puder analisá-lo ficaria feliz, embora seja beeeeeeeeeeeeeeeem longo (em torno de 4 horas se não me engano) é um PUTA filme, teve inclusive um remake em forma de série produzido pela HBO, que tudo bem que não foi a mesma coisa, mas ainda assim se juntar essa série dá de 10 a zero em MUITOS dramas.