Domingo passado fez 50 anos da primeira conquista de uma Copa do Mundo e eu não fiz nenhum comentário sobre isso. Então, mesmo que tardiamente, aqui vai uma pequena homenagem. Clique na imagem abaixo e assista o jogo (na íntegra) final da Copa de 58, entre Brasil e Suécia. O áudio original em português (na íntegra) você pode ouvir aqui.
Se 1968 ficou conhecido como "o ano que não acabou", pode-se dizer que 1958 foi um ano que não devia acabar. Sob o impulso modernizador do governo de Juscelino Kubistchek, o Brasil viveu uma época onde absolutamente tudo parecia dar certo. Pela primeira vez o país tinha um presidente que sorria para os brasileiros, em vez dos rostos carrancudos que se vê nos livros de história.
A transformação da sociedade rural em urbana, a industrialização, o país moderno que emergia de suas cidades, tudo isso motivou uma nova geração de brasileiros ainda em busca de sua identidade. Para isso, 1958 foi perfeito: a seleção foi campeã do Mundo na Suécia, Maria Esther Bueno ganhou seu primeiro torneio de Grand Slam (duplas em Wimbledon), a seleção masculina de basquete se classificou para o Mundial onde seria campeã em 1959, o Botafogo e o Santos ganhavam todos os torneios que disputavam no exterior… A lista é grande.
Na cultura, começava a surgir a bossa-nova, com João Gilberto, Tom Jobim, Vinícius de Moraes e outros compositores e intérpretes. O Brasil se abria para o mundo: o rock chegou com força ao som de Bill Halley and his Comets ao vivo no Rio e São Paulo. As rádios mudaram a programação e passaram a investir mais no esporte ao vivo e na música moderna. A TV foi parceira neste crescimento, levando a todos os cantos do país conhecimento, informação e, é claro, a propaganda.
Novos tempos, novos desafios. O ano de 1958 ajudou a construir a auto-estima do povo brasileiro, que viveria ainda mais seis anos em liberdade e democracia, experimentando vitórias e derrotas, mas com a alma lavada, como canta aquela marchinha: “A taça do mundo é nossa, com o brasileiro, não há quem possa…”.

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7 Comentários
O Doni, do Hedonismos, já tinha deixado este link para a transmissão de tv e eu estava triste porque minha conexão não me deixa ver.
Poder ouvir já é grande coisa! Valeu mesmo pela dica!
Sensacional Rodolfo, nunca tinha visto/ouvido esses 90 minutos tão importantes, valeu!
durante a cobertura da glodo da final da Libertadores, numa reportagem em frente ao Maracanã, dava para ver logo na entrada uma placa enorme escrito “bem vindo ao maracanã, futuro estádio da final da copa de 2014″. Na minha opinião, estão tratando essa futura copa como ganha, faltando escolher só o adversário do Brasil para a final. Eu, toda vez que penso na copa de 2014, lembro da de 1950. Tudo bem que o post é sobre a copa de 1958, mas a babação da globo sobre esse cinquentenário enche o saco.
Observações:
1 – não vai mais existir uma seleção como a de 1958. FATO!!
2 – apesar de não divulgarem (ou divulgarem pouco) a seleção de 58 não era só pelé.
3 – a atual seleção(?) está hoje em sexto lugar e se não tomar cuidado, nem repescagem salva e Dunga não tem tanta culpa pela posição atual da seleção (eu não sei, mas acho que essa bomba vai acabar nas mãos de zico[saudosismo é lasca])
3.1 – na verdade, quem escalou dunga para treinar a seleção foi galvão bueno (no primeiro jogo da copa de 2006, brasil x croácia, galvão teve a brilhante idéia de compara kaká com dunga, só por causa do número da camisa. mais recentemente, num jogo de eliminatórias, o mesmo galvão comparou diego com quem?? zico!! “a mesma camisa, o mesmo baixinho, na mesma cobrança de falta” palavras do próprio galvão.
4 – sobre a copa de 58: na minha opinião: GARRINCHA MELHOR QUE PELÉ :]
da pra voce ver o jogo inteiro aqui, bem legal
svt.se/content/1/c…080628SVEBRAVM58.asx
na minha opinião, Galvão é o melhor narrador de esportes do MUNDO, e com os melhores comentários do Brasil-sil-sil…
(sarcasmo, vlw?)
caraca , tomei coregem pra ver algumas parte do jogo, realmente futebol antigamente era muito melhor, nao vi uma falta, nao tinha esse porradeiro e para para q tem hoje em dia, e o gol da Suécia foi maior golaço.
Valeu Brow!!!!!
Assistir o maestro Didi em ação é sensacional. Esse filme merecia uma reprise na TV aberta.
Didi era o Líder.
Garrincha genial.
Lembrem-se que Pelé não tinha nem completado os 18! Qual outro sujeito, tão novo, causou tanto impacto no futebol?
Zagalo antecipava o ala do futebol moderno. atacava e defendia com o mesmo afinco, na ala esquerda ele chegava em todos os lances.
Geniais….
Não tivemos time melhor, sem dúvida!!!!
Abraços.