
Ou Amelie Poulain Fica Doidona E Vai Parar Em Um Hospício Coreano.
Park Chan-Wook se vingava de todo mundo em seus filmes (Simpatia Pelo Sr. Vingança, OldBoy e Simpatia Pela Sra. Vingança), então o destino natural seria mesmo parar em um hospício. Nesse filme ele muda completamente os ares e faz algo mais soft, mergulhando em uma temática completamente diferente. E navega também em áreas diferentes, com cores e formas mais alegres e vibrantes, apesar do assunto ser insanidade e fuga da realidade.
Young-goon (Su-jeong Lim) é uma garota que fica ainda mais maluca após a avó que a criava ser levada por médicos para tratamento mental, e passa a acreditar que é uma cyborg criada para eliminar as pessoas que levaram a sua avó, e que não come alimentos comuns, com medo de estragar suas engrenagens. Fica lambendo pilhas. No hospício conhece Park Il-sun (o cantor coreano pop Rain), que tem o poder mutante de roubar as habilidades e fraquezas dos outros malucos.
O mundo de I’m a Cyborg But That’s Ok (Saibogujiman kwenchana, 2006) é elaborado, colorido, sublime, esteticamente perfeito, me lembrando muito os mundos de Jeunet e os personagens malucos de Terry Gilliam. Às vezes eu acho que gostei mais do filme pelo visual, mas ai me lembro umas pegadas na história muito bem escritas, como a idéia da dentadura para conversar com as máquinas e o cara que queria ser cantor de yodel. Em alguns momentos pode-se imaginar como seriam os mundos de Miyazaki se ele deixasse de fazer animação. Mas só de leve.
A história, mesmo, é simples. É um filme para todos os públicos dirigido por um cara que tem o hábito de mostrar os extremos da condição humana, sem deixar de ser um filme para a família. A família coreana, claro, porque se você mostrar esse filme para a sua mãe ela vai se perder em algum ponto, lá pelos 30 minutos de filme, se levantar e perguntar se você não quer comer um sanduíche de atum. Ou um prato de nabo.
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5 Comentários
não conhecia, parece bem nteressante…
vou conferir…
valeu
existe uma legenda em português pra essa versão?
só achei pra de 3 cds…
Os Asiáticos conseguem fazer uma direção de arte e fotografia fantásticas…sou fan deles neste sentido, dá prazer assistir um filme bonito e bem finalizado…
Nunca vi no Brasil algo tão caprichado visualmente, e por incrível que pareça, um dos filmes com melhor capricho visual foi o Aquária!
to com esse filme no meu computador faz mais de 1 mês e ainda não assisti
Cara, são textos assim que tornam o OMEDI o que ele é, muito bom!