Ricos usam a internet dez vezes mais do que pobres

Uma pesquisa, divulgada nesta terça-feira (7), mostra a distância entre ricos e pobres no acesso à rede mundial de computadores. A distância varia de região para região. Hoje, 22,5 milhões de pessoas têm computador em casa. O que não significa que todas tenham acesso à internet.

Primeira aula de informática aos 56 anos. A dona de casa Eunira Bezerra voltou a estudar pra desvendar o que é um mistério pra ela: o computador. “Ah, eu me sinto uma analfabeta é como se a gente não soubesse ler”, diz.

O curso é de graça para desempregados e estudantes de escolas públicas do Recife, em Pernambuco. “Se a gente vai trabalhar em qualquer lugar que seja é tudo no computador. A gente não tem como fugir dele”, diz a estudante Juliana Lima.

Todo o esforço para combater o analfabetismo tecnológico é necessário, diante da situação revelada pelo mapa das desigualdades digitais, feito com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo os pesquisadores, apenas 17,2% dos brasileiros têm acesso à internet.
As regiões Norte, com 4,9%, e Nordeste, com 5,7%, têm o menor número de casas conectadas à rede mundial de computadores. Já no sudeste o índice é bem maior e chega a 20,8%.

Os mais ricos (58,7%) usam dez vezes mais a internet do que os mais pobres (5,7%). O estudo ainda mostra que os brancos (28,3%) usam duas vezes mais a internet que os negros (13,3%).

Os pesquisadores defendem a implantação de mais laboratórios nas escolas públicas e a expansão da internet para os brasileiros como estratégias para diminuir as desigualdades no acesso à tecnologia. A prática mostra que basta uma oportunidade no mundo digital pra que ocorram grandes transformações na vida real.

Há dois anos, um grupo de amigos fez um curso de computação para jovens de comunidades pobres e abriu uma pequena empresa que faz sites. Com isso, ganharam uma profissão e a chance de construir o futuro. “Abrir umas filiais aí pelo mundo e, quem sabe, ensinar a outros jovens do que eles estão perdendo hoje em dia”, diz Paulo Ricardo Silva sobre suas pretensões.

Do G1, em São Paulo

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10 Comentários

  1. gvt Alexandre
    Em 08/08/2007 às 05:15 | Link

    Isso é mais que obvio. Rico pode comprar PC e pagar banda larga, pobre não.

  2. Em 08/08/2007 às 10:15 | Link

    E isso é o que acontece quando pobre usa internet: forum.darkside.com…owthread.php?t=18394

  3. gvt Alexandre
    Em 08/08/2007 às 10:38 | Link

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    muito boa herval

  4. Em 08/08/2007 às 12:05 | Link

    pqp
    muito bom o link

  5. Em 08/08/2007 às 13:59 | Link

    Acho que todo o esforço para a inserção de laboratórios de informática no ensino fundamental, principalmente em escolas públicas, é válido e se faz tão necessário quanto o inglês. Isso é inclusão social!

  6. Em 08/08/2007 às 20:52 | Link

    Ricos usam a internet dez vezes mais do que pobres, e comem 100 vezes mais.

  7. Em 08/08/2007 às 21:04 | Link

    Tá ficando tão bom esse meu Brazil…

    Além de agora dividirem eles em ricos e pobres, agora também o dividimos entre brancos e negros.
    Detalhe é que todas as outras raças, como judeus, amarelos, árabes e principalmente, a maior composição racial do país, os mestiços, ficam de fora nas pesquisas.

    Claro que se eu falar isso oficialmente, serei acusado de racismo, sexismo e outros ismos.

    Tá bom, se vocês querem assim, vão fundo!
    Não vale chorar depois…

    [ ]’s

  8. Em 09/08/2007 às 03:31 | Link

    Puxa, Hazzamanazz, por que o IBGE ainda não te descobriu?
    Se você souber de uma metodologia melhor, fala aí pra gente, que é maldade guardar só pra você!

  9. Em 09/08/2007 às 16:05 | Link

    Stalinnaomorreu, o censo de 1890, o segundo feito no país, corrigia o problema muito bem.

    Ele dividia as raças em brancos, negros, amarelos, índios, caboclos e mestiços.

    Isso até já foi tema de pesquisa, aliás, pelos jornais Folha e Estado de S. Paulo: mais de 60% das pessoas que se declararam “negra” no censo brasileiro, escolheriam a opção “mestiça”, se lhe fossem dadas essa opção.

    Nunca mais houve a opção “mestiço” no censo nacional e cabe perguntar o por que?
    Um branco casado com uma negra é o quê, mulato, pardo, negro ou branco? O filho certamente não será branco, mas também não será negro.
    Só que definir como mulato ou pardo também não resolve a questão: um filho de índio com um branco ou negro é o que?
    Índio ele não é, branco ele não é, negro ele não é.

    Forçar uma pessoa a escolher uma raça é soda…

    Ou nós faremos como Stalin?
    Se o problema é o homem, mate-se o homem. Sem homem, sem problema.

    [ ]’s

  10. Em 09/08/2007 às 23:45 | Link

    Hazzmanazz, eu até gosto da idéia de acabar com o agente causador do problema, mas infelizmente não dá para aplicá-la sem grandes problemas…
    Agora, brincadeiras à parte, aumentar a gama de raças (vale lembrar que, de fato, raça não existe biologicamente) e etnias serve também para negar certas características que se quer evitar ter pra si. Como exemplo: os negros que se chamam de morenos. Tem até um quadro do TV Pirata que mostra isso, com muito humor.
    A divisão em cores serve à propósitos metodológicos, como a de sexos também. Não é mera coincidência que negros e mulheres recebam menos que homens e brancos, ainda mais se compararmos mulheres negras com homens brancos, ocupando o mesmo cargo.
    Infelizmente, diferenças de fenótipo existem, e seria um erro ainda maior se fingíssemos que ele não existe, e riscarmos das nossas metodologias de pesquisa.
    Imagine se o IBE não pude mais separar em classes, cores, etnias ou sexo? Não estaríamos jogando para debaixo do tapete nossas gravíssimas desigualdades?

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